sexta-feira, 31 de julho de 2015

Maior programa estadual de bolsas atleta do país contempla mourãoenses

O Governo do Estado do Paraná, por meio da Secretaria Estadual do Esporte, mantém o Programa Talento Olímpico do Paraná, o TOP 2016, que é o maior programa estadual de bolsas atletas do país. 1.600 atletas e técnicos paranaenses foram contemplados com bolsas para este ano de 2015, e muitos mourãoenses estão nesta lista de beneficiados, basicamente nas modalidades atletismo e handebol. Na primeira modalidade, por sinal, foi à cidade com maior número de atletas e técnico que receberão bolsas.
São seis categorias de bolsa (formador, técnico formador, escolar, nacional, técnico e olimpo). Os valores vão de R$ 150,00 (formador), categoria que atende crianças da Rede Escolar de Ensino (em parceria com a Secretaria de Estado da Educação), que disponibilizou quase 1.000 vagas para alunos e professores, a R$ 4.000,00 (quatro mil reais), para atletas com potencial de estarem nos Jogos Olímpicos do Rio 2016 (valores mensais). A homologação e seleção de todos os contemplados foi feita por meio de reuniões da Comissão Estadual de Avaliação, formada por representantes da Secretaria de Estado do Esporte e do Turismo, da Secretaria da Educação e das Federações.
Os mourãoenses
 A lista de mourãoenses já tem início pelos técnicos. No handebol são dois. A categoria Técnico Formador contemplou Diva de Oliveira Pinguelli e Vera Regina Alvim Chiroli, da modalidade handebol. O atletismo teve, no TOP Técnico, Paulo Cesar da Costa (Paulinho), o técnico da equipe mourãoense de atletismo. “É uma grande satisfação para mim ver meu trabalho reconhecido em nível estadual mais uma vez, e também, evidentemente, aos meus atletas, por tudo o que estamos fazendo durante o passar dos anos, com conquistas de resultados, por meio de apoios governamentais, como por exemplo do Município de Campo Mourão, por meio da Fundação de Esportes e do Governo Estadual, na esfera esportiva”, avalia Paulinho.
Um dos atletas da cidade contemplados é Mikael Antonio de Jesus, que está na categoria TOP Nacional. O destacado atleta da cidade tem sido o responsável por trazer muitos bons resultados para a cidade nos últimos anos, inclusive com boas participações internacionais. Com muita humildade, empenho, dedicação e principalmente trabalho, Mikael vem se tornando um dos maiores referenciais no esporte local. Assim como ele, diversos nomes desta cidade também tem ganhado grande destaque nos últimos anos, com boas participações em competições locais, regionais, estaduais, nacionais e internacionais, levando o potencial esportivo mourãoense para diversos locais.
Promoção
O TOP 2016 é uma iniciativa do Governo do Estado do Paraná por meio da Secretaria de Estado do Esporte e do Turismo / Instituto Paranaense de Ciência do Esporte, executado com o patrocínio direto da Copel, além de incentivos fiscais, com recursos da Copel e Syngenta, autorizados pelo Ministério do Esporte, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte.

Veja a relação dos atletas e técnicos mourãoenses contemplados:
Categoria TOP Formador
Brenda Souza da Silva (Atletismo)
Caio Luiz dos Santos (Atletismo)
Iara Santos da Silva (Atletismo)
Lucas Coelho Pereira (Atletismo)
Lucas dos Santos Ramires (Atletismo)
Pedro Cesar Nogueira Santos (Handebol)
Rafael Augusto dos Santos Sales (Handebol)
Robson Vedovati da Silva (Handebol)
Samuel Correia Prates (Atletismo)
Taina Beatriz Antunes (Atletismo)

Categoria TOP Escolar
Beatriz Cordeiro de Lima Cerqueira (Atletismo)
Camila Rodrigues Machado (Atletismo)
Lais Maria Pereira (Atletismo)
Leonardo Kmita de Oliveira (Handebol)
Luan Henrique de Almeida Ferreira (Atletismo)
Lucas Luan Canuto (Atletismo)
Lucas Soares Gaiola (Handebol)
Luis Gustavo Lindo Ferreira (Handebol)
Manoel Adames de Paula (Atletismo)
Maria Leticia de Lima Peres (Atletismo)
Moniele Moreira dos Anjos (Atletismo)
Pablo Gabriel de Freitas (Atletismo)
Rodolfo Epifânio (Atletismo)
Tharcys Gustavo Cussolin Batista (Natação)
Guilherme da Silva Freres (Atletismo)
Natalia de Macedo Viel (Atletismo)

Categoria TOP Nacional
Bruno Marques Fidelis (Atletismo)
Jeferson Alberto dos Santos (Atletismo)
João Felipe Yudi Santos Ikeda (Handebol)
Lukas Cazarin de Almeida (Handebol)
Mikael Antonio de Jesus (Atletismo)
Norival Rodrigues da Silva Junior (Handebol)
Rodrigo Querobim da Silva (Handebol)
Weverton Fidelis (Atletismo)

Categoria TOP Técnico Formador
Diva de Oliveira Pinguelli (Handebol)
Vera Regina Alvim Chiroli (Handebol)

Categoria TOP Técnico
Paulo Cesar da Costa (Atletismo)

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Atletismo brasileiro no Pan de Toronto: o problema não são as medalhas e sim o que falta

Cleber Guilherme, comentarista de atletismo dos canais ESPNFelipe dos Santos disputa o decatlo pelo Brasil

O atletismo brasileiro tem passado por grandes dificuldades em competições internacionais: bastou o nível técnico melhor no Pan de Toronto e nossa dificuldade pela busca de medalhas se tornou evidente. Apesar de um maior investimento nos últimos anos, o problema se repete, assim como nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, onde o Brasil voltou sem medalhas. O que podemos esperar do Atletismo nos Jogos Olímpicos em 2016 ou no Campeonato Mundial de Atletismo de Pequim 2015?
Ainda é cedo para afirmar que em 2016 o Brasil terá poucas chances de medalhas. Alguns nomes surgiram como Thiago Braz no salto com vara - que é atualmente um dos melhores do mundo em sua prova apesar de sua pouca idade -, mas ainda é pouco para um país como o nosso que quer ser potência olímpica, segundo nossos dirigentes, Além do salto com vara masculino, podemos ter também esperança nas provas de salto com vara feminino, no revezamento feminino e na maratona masculina, onde apesar de não termos nomes com grandes marcas é uma prova tática que traz sempre surpresas.

Talvez possamos errar em nossas previsões, talvez tenhamos esquecido algumas provas ou mesmo alguns nomes, mas o que importa realmente não é se o Brasil trará ou não medalhas nas próximas competições internacionais e sim o que tem impedido a conquista destas medalhas. A cada edição de Jogos Olímpicos, Campeonatos Mundiais e Jogos Pan-Americanos ouvimos a mesma pergunta: "Quem do atletismo poderá trazer medalhas?" E após os eventos outra pergunta incômoda: "Por que o atletismo brasileiro não conseguiu um resultado melhor?"
Não foi diferente agora nos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015, que teve um bom nível técnico em algumas provas do atletismo, nem será diferente daqui a alguns dias no próximo Mundial que será realizado em Pequim. No Pan, as medalhas obtidas mostram alguma evolução em algumas provas, mas que não garantem melhores resultados tanto no próximo campeonato mundial ou na próxima edição olímpica realizada dentro de nossa casa.
O problema não é quantas medalhas o atletismo brasileiro trará no Mundial de agosto nem daqui a um ano nos Jogos Olímpicos, o que problema maior é que falta uma política nacional para o esporte. Sem uma política esportiva séria, e a nossa não é, será impossível fazer do atletismo brasileiro uma máquina de medalhas olímpicas.
Como falar de detecção de talentos se a iniciação esportiva em nosso país é fruto de professores que com muito sacrifício e quase sem estrutura realizam suas aulas de Educação Física, como se falar de estímulo de talentos se muitos que são descobertos abandonam o atletismo por não ter condições financeiras de se deslocar para treinar, pois são poucos os clubes privados ou orgãos estatais que ajudam com transporte estes jovens talentos.
E quanto à construção e manutenção de centros de treinamento, o que falar por exemplo da conhecida pista de atletismo do Complexo Esportivo Constâncio Vaz Guimarães em São Paulo, que não tem recebido competições por falta de manutenção de sua pista, ou pior ainda da lendária pista do Célio de Barros no Rio de Janeiro, outrora presente nas principais competições do país e que foi transformada em estacionamento como parte do projeto para a Copa de 2014.
Não temos outra saída. Estados Unidos, Rússia e mesmo nações com poucos recursos como Jamaica, Etiópia e Quênia só chegaram a ser protagonistas no atletismo por ter uma grande base de praticantes.
Resumindo, não é somente investir dinheiro em nossos principais atletas. O problema é como usar os recursos adequadamente. Todos os países que se destacam no atletismo priorizam o trabalho de base, isto é, "iniciação esportiva na escola". Afinal, qualquer leigo sabe, é lá onde estão os talentos que um dia poderão se tornar atletas - se forem descobertos, é claro -, mas nossos dirigentes teimam em ignorar isso, infelizmente. A maior parte de nossas escolas não possuem uma área digna para aulas de educação física, além disso a maioria dos professores destas escolas não possuem um material didático para desenvolver o atletismo nestas condições desfavoráveis.
Além dos muros escolares, o problema é tão ou mais grave, há pouquíssimos locais que desenvolvem a iniciação do atletismo, e infelizmente é comum após um grande evento como o Pan-Americano ouvirmos uma pergunta de pessoas que acompanharam o evento: "Onde meu filho ou minha filha pode começar a praticar atletismo?".
O pior é que muitas vezes não conseguimos responder facilmente a essa resposta, pois são pouquíssimos os locais disponíveis para a iniciação do atletismo, mesmo nos grandes centros. Pode aparecer absurdo, mas muitos atletas da seleção brasileira começaram a treinar na adolescência por obra do acaso e não oriundos de um sistema esportivo organizado, sem contar ainda aqueles que obtiveram excelentes resultados nas categorias de base, mas que ficaram pelo caminho, por falta de apoio para treinar e estudar e por isso tiveram que começar a trabalhar e viram seu sonho de atleta ficar apenas em sua lembrança.
E o que dizer então dos atletas que saem cedo de sua cidade natal pela falta de estrutura e que são obrigados a vir para os grandes centros treinar nos grandes clubes. E por falar nos grandes clubes de atletismo de nosso país, vemos outro dado alarmante: a maior parte deles não possui categorias de base e se alimentam de atletas descobertos pelas poucas equipes que trabalham com a iniciação esportiva, "retirando" muitas vezes esses atletas através de um convite, sem sequer comunicar a equipe que o formou. Outro problema conhecido é a falta de continuidade dos poucos projetos existentes, muitas vezes em função de mudanças políticas ou do abandono de empresas que patrocinam projetos somente em busca de visibilidade nas vésperas dos grandes eventos.
Em um cenário caótico como este, é fácil entender como o Brasil que possui quase 200 milhões de habitantes e jovens talentosos em praticamente todas as provas do atletismo nunca chegará a ser um protagonista no esporte em questão. Infelizmente pouco foi feito desde a candidatura olímpica Rio 2016, agora é esperar e torcer por nossos treinadores e atletas que nos representarão daqui um ano, e que também são atingidos pela falta de uma política esportiva de longo prazo que impera em nosso país.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Mourãoense participa do Pan Americano de Juvenis, no Canadá

O atleta mourãoense Mikael Antonio de Jesus representará o atletismo de Campo Mourão no Campeonato Pan Americano de Juvenis, que será se inicia na próxima sexta-feira em Edmonton, no Canadá. Ele competirá na prova dos 400 metros com barreiras, tentando consolidar uma vez mais a boa participação que tem tido em competições locais, estaduais, nacionais e internacionais. A equipe brasileira, que terá como treinador principal Marcelo dos Santos Lima, segue composta por 28 representantes, sendo 17 homens e 11 mulheres.

O técnico da equipe mourãoense de atletismo, Paulo Cesar da Costa, o Paulinho, afirmou acreditar muito em mais um bom resultado do atleta em uma competição internacional. “Mikael vem apresentando um bom desempenho em competições que tem participado. É um atleta de muito talento, que realiza um ótimo trabalho, e a esperança nossa é que, mais uma vez, ele orgulhe esta cidade, com uma boa participação em mais esta competição internacional”, destaca Paulinho.

A equipe tem apoio através da Fecam da Caixa Econômica Federal  como patrocinador máster , Unimed através da Lei de Incentivo ao Esporte , Instituto Vanderlei Cordeiro de Lima  e  apoio das empresas no Esporte mourãoense  com as seguintes empresas:

Caixa Econômica Federal , Unimed ,Athletic Sport , Casa Tapi ,  Paraná Palace  , Dr Artur , Clinica de Raio X Marcos Corpa , Recanto da Costela , Academia Power  , Gaucho Lanches ,  Musical FM , Imobiliária Fabri , Paraná Diesel , Clinica de Fisioterapia São Paulo , Faculdade Integrado , Comercial Ivaiporã , Fibrafio ,Escritório de Contabilidade Bisi , Fibrafio  , Paraná Diesel e Farmácia Mac Farma .

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Brasil terá 28 atletas no PAN Juvenil em Edmonton

27|07|2015 - 11:25 | Da Assessoria de Imprensa da CBAt
São Paulo - Encerrado os Jogos Pan-Americanos de Toronto, os atletas brasileiros têm um novo desafio: o Campeonato Pan-Americano de Atletismo de Juvenis, em Edmonton, também no Canadá, para atletas com até 19 anos. A equipe brasileira terá 28 representantes, sendo 17 homens e 11 mulheres.

Entre os destaques da delegação está o carioca Vitor Hugo dos Santos, integrante da equipe ganhadora da medalha de prata no revezamento 4x100 m nos Jogos de Toronto, encerrados neste domingo (26).

Medalhistas de bronze no Campeonato Mundial de Menores, Luiz Fernando Silva Pires, nos 800 m, e Eberson Matucari da Silva, no salto em distância, também representarão o Brasil. 

Entre os que disputaram os Jogos Pan-Americanos, além de Vitor Hugo, foram convocados Núbia Soares, no salto triplo, Ana Paula de Oliveira, no salto em altura, e Vitoria Cristina Silva Rosa, nos 100 m e 200m. 

No último Campeonato Pan-Americano de Juvenis, disputado em 2013, em Medellín, na Colômbia, o Brasil conquistou 14 medalhas.

O treinador chefe da equipe será Marcelo dos Santos Lima. Treinadores: Robson Luiz de Souza Alhadas, Alex Sandro de Jesus Lopes, Claudio Roberto de Castilho, Tania Fernandes de Paula Moura, Neilton Salvador Alfano Moura, Jose Antonio Rabaça, Edemar Alves dos Santos, José Vicente dos Santos Filho, Luiz Fernando da Silva. Médico: Felipe Hardt. Fisioterapeuta: Ricardo Alexandre de Andrade Junqueira. Massoterapeuta: Washington Pereira da Costa. 

Atletas - Masculino:
Vitor Hugo Silva Mourão dos Santos (Brasil Foods-RJ), 100 m 
Pedro Roberto da Palma Junior (Pinheiros-SP), 800 m 
Luiz Fernando Silva Pires (Pinheiros-SP), 800 m 
Daniel Ferreira do Nascimento (Orcampi-SP), 1.500 m / 5.000 m 
Rodrigo Valério Silva (Brasil FC-SP), 1.500 m 
Gustavo Barros de Souza (Corredores de Niquelândia-GO), 10.000 m 
Asafe Madai de Deus Virgolino (ASA-São Bernardo-SP), 400 m com barreiras 
Mikael Antonio de Jesus (FECAM-PR), 400 m com barreiras 
Nicolas Antonio Goncalves da Silva (Orcampi-SP), 3.000 m com obstáculos 
Anderson Dantas Ferreira (IEMA-SP), 3.000 m com obstáculos 
Bruno Germano Spinelli (IEMA-SP), salto com vara
Samory Uiki Bandeira Fraga (Sogipa-RS), salto em distância 
Eberson Matucari Silva (Cantão Atletismo-MT), salto em distância 
Ulisses Mateus Silva Costa (Brasil FC-SP), salto triplo 
Welington Silva Morais (Pinheiros-SP), arremesso do peso 
Luis Gustavo Aguiar da Silva (Brasil FC-SP, lançamento do martelo
Hellerson Pereira da Costa (Orcampi-SP), decatlo


Atletas - Feminino: 
Vitoria Cristina Silva Rosa (EMFCA-RJ), 100m / 200m 
Liliane dos Santos Mariano (Pinheiros-SP), 800 m 
Ana Paula Caetano de Oliveira (Orcampi-SP), salto em altura 
Jenifer Nicole Vieira Norberto (Cria Lavras-MG), salto em altura - Heptatlo
Juliana de Menis Campos (IEMA-SP), salto com vara 
Letícia Oro Melo (Corville-SC), salto em distância 
Janaina Aparecida Fernandes (IEMA-SP), salto em distância 
Nubia Aparecida Soares (BM&FBovespa-SP), salto triplo 
Ana Lays Bayer (Corville-SC), lançamento do martelo 
Eloah Caetano Scramin (IEMA-SP), lançamento dardo 
Ana Carolina Marques Pires (Centro Olímpico-SP), lançamento do dardo

domingo, 26 de julho de 2015

Atletismo do Brasil conquista mais duas medalhas no PAN

25|07|2015 - 21:31 | João Pedro Nunes da Assessoria de Imprensa da CBAt

Toronto, Canadá - A equipe brasileira masculina do revezamento 4x100 m conquistou neste sábado (dia 25) a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Estádio de Atletismo da York University. O grupo comemorou o bronze na pista, mas, com a desqualificação do Canadá, o Brasil ficou com o segundo lugar e os atletas fizeram mais festa ainda no pódio.

Gustavo Machado dos Santos, Vitor Hugo dos Santos, Bruno Lins e Aldemir Gomes Junior, pela ordem de corrida, completaram a prova em 38.68, numa atuação muito segura em todas as passagens de bastão. A alegria pelo bom trabalho foi extravasada pelo encontro no quarteto perto da linha de chegada, com abraços e gritos de alívio.
Fonte: CBAt

"Entramos na pista muito confiantes e cada um deu o máximo. Foi muito emocionante porque Trinidad y Tobago chegou muito perto", comentou Bruno, referindo-se à equipe que ficou com o bronze, com 38.69. "Passei o bastão no limite e continuei correndo para ver a chegada mais de perto", prosseguiu.

Ao contrário da semifinal, quando fechou a prova, desta vez Bruno foi o terceiro homem, cabendo a Aldemir ser o último. A mudança foi decidida pelo técnico Paulo Servo Costa após o almoço e os atletas fizeram apenas um treinamento durante o aquecimento.

"O professor Paulo está de parabéns. Ele optou pela alteração e acabou mexendo com todo o grupo", lembrou Vitor Hugo, com a bandeira do Brasil nas costas.

A medalha de prata foi assegurada nos bastidores, depois que as delegações do Brasil e de Trinidad y Tobago entraram com recursos, alegando que o primeiro atleta do Canadá pisou na linha da raia na curva, o que fere a regra 163.3. Depois de muitas análises de vídeo, a comissão de apelação resolveu desqualificar o time que havia comemorado o ouro e o recorde pan-americano na pista, com 38.06. Os Estados Unidos ficaram com o título, com 38.27.

Vanessa, bronze - No heptatlo, Vanessa Spinola não conseguiu comemorar como gostaria o terceiro lugar. Ela completou os 800 m, última das sete provas, com cãibras nas pernas e muito cansada. A paulistana de 25 anos somou 6.035 pontos. "Tive um primeiro dia muito bom, mas acordei hoje como muitas dores no corpo. Cheguei nos 800 m exausta, por causa desse clima muito seco, mas felizmente encontrei forças para garantir a medalha", afirmou. "Foi a terceira vez que passo dos 6.000 pontos e estou confiante de que farei melhor no Mundial de Pequim."

Vanessa passou recentemente dois meses em treinamento na Itália. Em Toronto, ela destacou seus desempenhos nos 100 m com barreiras (14.03) e no salto em altura (1.77 m). Tamara Alexandrino, a outra brasileira do heptatlo, terminou em 10º lugar, com 5.542 pontos.

Muito perto - O Brasil ficou muito perto de uma medalha de bronze também no revezamento 4x100 m feminino. A equipe formada por Vitória Cristina Rosa, Vanusa dos Santos, Bruna Farias e Rosângela Santos completou a prova em 43.01, apenas um centésimo de segundo atrás do Canadá, terceiro colocado. Estados Unidos e Jamaica ficaram com o ouro e a prata, com 42.58 e 42.68.

"Saímos da pista muito felizes, com a sensação de dever comprido", comentou Vanusa. "Melhoramos bem em relação à semifinal. A contusão da Ana Cláudia mudou a equipe em cima da hora e tivemos de buscar a superação", lembrou Rosângela. "Este deve ser o grupo para o Mundial e vamos trabalhar bastante, com a esperança de ter a Ana de volta."

Nas outras finais do último dia de competições na York University, o Brasil ficou em quinto lugar no revezamento 4x400 m (Pedro Burmann, Wagner Cardoso, Hederson Estefani e Hugo Balduíno), com 3:01.18 nos 1.500 m, Flávia de Lima terminou também quinto, com 4:16.53, enquanto Kleidiane Jardim ficou e 10º, com 4:24.86. No salto em altura, Fernando Ferreira e Talles Frederico Sousa acabaram na sétima e na nona colocações, ambos com 2,20 m. E, nos 5.000 m, Altobeli Santos da Silva e David Benedito de Macedo ficaram em sexto (13:49.00) e em 12º (14:08.56).

25|07|2015 - 13:00 | João Pedro Nunes da Assessoria de Imprensa da CBAt
Toronto, Canadá - O torneio de Atletismo dos Jogos Pan-Americanos de Toronto termina neste domingo (dia 26), com a disputa da prova dos 50 km marcha, num circuito de 2 km, montado no Ontario Place West Channel, às margens do Lago Ontário. A prova terá largada às 08:05 de Brasília (07:05 locais) e o Brasil terá dois representantes na competição: o potiguar Cláudio Richardson dos Santos e o catarinense Jonathan Riekmann.

Os dois marchadores ratificaram qualificação para o PAN em competições no Exterior. Cláudio obteve a marca de 4:10:56 na Copa do Mundo de Taicang, na China, em 2014. Já Jonathan completou a distância no Campeonato Pan-Americano de Arica, no Chile, em 4:08.59, este ano.
Fonte: CBAt

O objetivo dos dois é tentar fazer a prova em menos de 4 horas, como fez Mário José dos Santos Filho em abril passado, em Dudince, na Eslováquia. Ele bateu o recorde brasileiro da especialidade, com 3:55:36, e representará o Brasil no Campeonato Mundial de Pequim, em agosto, na China.

Já as competições deste sábado (24) foram abertas com a maratona masculina, disputada também no OPW. Franck Caldeira, que tentaria a segunda medalha de ouro na prova (ganhou no Rio 2007), desistiu por volta do km 27, quando sentiu dores na coxa direita em uma das subidas do circuito de 10 km.

"O músculo 'empolou' e não consegui mais correr. Estou triste porque estava bem treinado e esperava um bom resultado", lamentou Franck. "Queria muito representar o Brasil de uma maneira melhor, mas atleta de alto rendimento está sempre sujeito a lesões", completou.

O médico Cristiano Laurino fez o exame clínico ainda na área reservada aos atletas e acredita numa pequena lesão muscular. "A gravidade só será atestada após a ressonância magnética. Ele não havia feito nenhuma reclamação anterior", lembrou.

Ubiratan José dos Santos, o outro brasileiro na maratona, completou os 42.195 metros da prova em 2:34:53 e foi o último participante a cruzar a linha de chegada, em 13º lugar (17 largaram). Com espírito esportivo, ele fez "aviãozinho" nos últimos metros, assim como Vanderlei Cordeiro de Lima comemorou o bronze na Olimpíada de Atenas, em 2004. Os torcedores sentados na grama ao lado do circuito aplaudiram muito o brasileiro.

"Não me importa se fui o último. O que é bom é que lutei para completar a prova, que teve um percurso extremamente difícil. Superei também as cãibras que senti na segunda volta. Por tudo isso foi um orgulho ter competido em Toronto", comentou Ubiratan, que disputou a quinta maratona da carreira.

Quanto ao futuro, o pernambucano ainda não tem definições. "Vou voltar para o meu sítio, em Igarassu (PE), pescar alguns dias e depois decido qual maratona vou disputar. Quero melhorar minhas marcas e lutar pelo índice para a Olimpíada", completou.

O cubano Richer Perez conquistou a medalha de ouro, com 2:17:04. A prata ficou com o peruano Raul Pacheco, com 2:17:33, seguido do argentino Mariano Mastromarino, com 2:17:45.

A partir das 19:35 (horário de Brasília) será disputada neste sábado a última etapa do torneio de campo e pista no Estádio da York University.

Júlio César ganha bronze no lançamento do dardo em Toronto


24|07|2015 - 19:51 | João Pedro Nunes da Assessoria de Imprensa da CBAt
Toronto, Canadá - Júlio César de Oliveira ganhou nesta sexta-feira (dia 24) a 11ª medalha para o Atletismo do Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. Ele foi bronze no lançamento do dardo, com a marca de 80,94 m, no penúltimo dia de competições no Estádio da York University.

Feliz com a conquista, ele lamentou apenas ter queimado a sexta e última tentativa, quando conseguiria um resultado ainda melhor. "Meu objetivo era o pódio. Acreditei sempre e no último lançamento fui com tanta vontade que acabei errando. Sei que posso melhorar minha técnica e espero alcançar pelo menos 85,00 metros em Pequim", disse o atleta, referindo-se ao Campeonato Mundial da China, em agosto.

Campeão mundial de menores (até 17 anos) em Sherbrooke, também no Canadá, em 2003, Júlio César comemora o bom momento de sua carreira. "Quebrei duas vezes o recorde brasileiro este ano e é certamente meu melhor momento como adulto. Isso só me dá mais confiança ainda para buscar a superação", comentou o lançador, que tem 83,67 m na prova. 
Fonte: CBAt

Medalha de ouro olímpico, Keshom Walcott, de Trinidad y Tobago, foi o campeão, com 83,27 m. A prova foi para o norte-americano Riley Dolezal, com 81,62 m.

Os integrantes dos revezamentos feminino e masculino do 4x100 m do Brasil também comemoraram na pista. As duas equipes passaram para as finais deste sábado (25). O grupo de Vitória Cristina Rosa, Vanusa dos Santos, Bruna Farias e Rosângela Santos terminou em 3º lugar na primeira série, com 43.24.

"Fomos pegas de surpresa no aquecimento quando nos informaram que em vez da segunda série disputaríamos a primeira. Essas coisas não são boas, mas alcançamos o primeiro objetivo que era passar para a final", disse Rosângela. "Superamos a ausência da Ana Cláudia, que é muito importante na equipe", disse, referindo-se à Ana Cláudia Lemos, que sofreu uma lesão muscular nas semifinais dos 200 m. "Vamos conversar, ver os erros de passagem de bastão e ouvir o Nakaya (técnico Katsuhico Nakaya) para brigar por uma medalha", concluiu.

Alívio - A classificação do grupo masculino, formado pela ordem por Gustavo dos Santos, Vitor Hugo dos Santos, Aldemir Gomes Junior e Bruno Lins, demorou um pouco mais para ser comemorada. A equipe terminou em 4º lugar na segunda série e entrou na final por tempo. 

"Foi um alívio. Optamos por fazer passagens mais seguras de bastão e tivemos de esperar o resultado pelo telão do estádio", lembrou Vitor Hugo. "Podemos melhorar muito porque na final temos de ir com tudo", completou Bruno Lins, integrante do grupo que conquistou o tricampeonato do PAN, em Guadalajara, em 2011.

Na primeira série semifinal, Antigua e Barbudas bateu o recorde da competição, com 38.14. A melhor marca anterior era do Brasil, com 38.18, desde a edição de 1999, em Winnipeg, também no Canadá.

Nas outras finais do dia, Tatiane Raquel da Silva terminou em 6º nos 3.000 m com obstáculos, com 10:10.73. Juliana Paula dos Santos, ouro nos 5.000 m, caiu na última volta, quando ocupava a 3ª colocação. "Quando vi, estava no chão. Não tive força na perna ao passar um obstáculo e não consegui continuar", disse. "Não quero que essa queda me amedronte. É a terceira prova da especialidade que disputo e tenho que dar mais uma chance para ela", concluiu.

Nos 1.500 m, Thiago André foi 8º (3:43.71) e Carlos Antonio dos Santos o 9º (3:44.36). No salto em distância, Keila Costa terminou em 9º, com 6,41 m (2.7) e Eliane Martins em 10º, com 6,40 m (1.4).

No heptatlo, após as quatro primeiras provas, Vanessa Spinola está na 2ª colocação, com 3.711 pontos, enquanto Tamara Alexandrino ocupa a 8ª, com 3.422. A liderança é da cubana Yorgelis Rodriguez (3.781) e o 3º lugar é da norte-americana Heather Miller (2.005).

quarta-feira, 22 de julho de 2015

JOGOS ESCOLARES DO PARANÁ – FASE FINAL - CLASSE B

A equipe de atletismo de Campo Mourão participou do Jogos Escolares Fase Final  e teve uma excelente participação  ganhando 06 medalhas  e 184 medalhas esse ano de 2015.  A equipe tem apoio através da Fecam da Caixa Econômica Federal  como patrocinador máster , Unimed através da Lei de Incentivo ao Esporte , Instituto Vanderlei Cordeiro de Lima  e  apoio das empresas no Esporte mourãoense  com as seguintes empresas:


Caixa Econômica Federal , Unimed ,Athletic Sport , Casa Tapi ,  Paraná Palace  , Dr Artur , Clinica de Raio X Marcos Corpa , Recanto da Costela , Academia Power  , Gaucho Lanches ,  Musical FM , Imobiliária Fabri , Paraná Diesel , Clinica de Fisioterapia São Paulo , Faculdade Integrado , Comercial Ivaiporã , Fibrafio ,Escritório de Contabilidade Bisi , Fibrafio  , Paraná Diesel e Farmácia Mac Farma .

MELHORES RESULTADOS :
Colégio Estadual de Campo Mopurão  Ficou em 2ª Geral feminino
FEMININO CLASSE B
Iara Santos – 1ª 250m rasos e 3ª 75m rasos– Col. Estadual de C.Mourão
Brenda Souza  – 2ª PENTATLO– Col. Estadual de C.Mourão
Taina Beatriz – 1ª – 1000m rasos


MASCULINO – CLASSE  B
Lucas coelho – 3ª – HEXATLO - Col. Est. Unidade Polo
Lucas dos Santos – 6ª – salto em distancia - Col. Est. Unidade Polo
Paulo Vitor – 1ª salto em Altura – Col. Est. Gabriel Sciopioni – Ivailândia











Keila Costa conquista prata no triplo do PAN


21|07|2015 - 21:18 | João Pedro Nunes da Assessoria de Imprensa da CBAt
Toronto, Canadá - Keila Costa conquistou a medalha de prata no salto triplo na segunda etapa desta terça-feira (dia 21) do torneio de Atletismo dos Jogos Pan-Americanos de Toronto. Foi o sexto pódio alcançado pela modalidade nesta edição.

A pernambucana obteve a marca de 14,50 m (vento de 2.9 m/s) na quinta das seis tentativas que fez. "Desde o início sabia que a prova seria muito difícil porque entre as participantes estava a campeã mundial", disse Keila, referindo-se à colombiana Caterine Ibarguen, ganhadora da medalha de ouro, com 15,08 m (2.3). "Fiquei realmente muito feliz com a prata. O objetivo era o pódio", prosseguiu.
Fonte: CBAt

Keila mostrou-se muito animada. Ela espera conseguir outra medalha no salto em distância, prova que terá a qualificação nesta quinta-feira (23). "Estou num dos melhores anos de minha carreira. Sem lesão, bem treinada e tranquila. Vou tentar lugar por outro pódio", lembrou a atleta, de 32 anos, que no Pan-Americano do Rio, em 2007, ganhou prata nas duas provas.

A colombiana Yosiry Urrutia ficou com o bronze, com 14,38 m (3.3). A outra brasileira no triplo, Nubia Soares ficou em 11º lugar, com 13,57 m (3.1). "Queimei os dois primeiros saltos e não acertei o terceiro. Foi uma pena", comentou a mineira, que viaja esta semana para Edmonton, também no Canadá, onde disputará o Campeonato Pan-Americano de Juvenis.

Nas outras finais da tarde/noite desta terça-feira, Darlan Romani ficou em sexto lugar no arremesso do peso, com 19,74, enquanto Jean Carlo Dolberth Machado terminou em 8º nos 3.000 m com obstáculos, com 9:04.21. Já nos 10.000 m, Giovani dos Santos completou a prova na quarta colocação, mas acabou desqualificado pelos árbitros porque teria usado o braço indevidamente para abrir espaço. Já Daniel Chaves abandonou ainda no início da prova alegando taquicardia. 

Flávia Maria de Lima avançou para a final dos 800 m, marcada para as 20:30 de Brasília desta quarta-feira. Ela venceu a primeira série das semifinais, com o tempo de 2:02.39. Na segunda série, Erika Machado ficou fora ao terminar na quinta colocação, com 2:06.44. "Estou feliz com a classificação e agora é buscar um lugar no pódio", disse a paranaense, qualificada para o Mundial de Pequim e para os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Nos 100 m com barreiras, Fabiana Moraes e Adelly Santos não passaram pelas semifinais. As duas ficaram em sexto lugar nas suas séries. Fabiana correu em 13.28 (2.3) e Adelly em 13.08 (2.6).

Mais 14 brasileiros estreiam nesta quarta no Atletismo do PAN

21|07|2015 - 17:59 | João Pedro Nunes da Assessoria de Imprensa da CBAt
Toronto, Canadá - O segundo dia de competições de Atletismo no Estádio da York University, nesta quarta-feira (dia 22), a partir das 11:05 no horário de Brasília) será bastante agitado. Além dos atletas classificados nas provas desta terça-feira (21), outros 14 brasileiros estreiam na 17ª edição dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá.


Geisa Arcanjo, por exemplo, disputa a final do arremesso do peso, a partir das 19:30 de Brasília. Qualificada para o Mundial de Pequim, ela tem 17,76 m como melhor resultado do ano e precisa superar os 17,80 m para garantir índice para o Rio 2016.
Fonte: CBAt



"Estou melhorando meus resultados de competição para competição e espero ir bem aqui também", disse a atleta, que antes de viajar para Toronto treinou 17 dias no Centro Nacional de Esportes de Cuba, em Havana. "Tenho adversárias fortes e tenho de tentar fazer o melhor possível", completou Geisa, sétima colocada na Olimpíada de Londres.



Já para Luiz Alberto de Araújo e Felipe Vinícius dos Santos, que disputarão o decatlo, o objetivo, além de lutar por medalhas, é buscar os índices exigidos para o Mundial de Pequim (8.075 pontos) e para os Jogos Olímpicos do Rio (8.100).



No Troféu Brasil Caixa, em maio, em São Bernardo do Campo, Luiz Alberto ficou muito perto. Ele conquistou a medalha de ouro, com 8.034 pontos. Depois ganhou o título do Sul-Americano de Lima, no Peru, mas com uma marca abaixo dos 8.000. 



"Meu sonho é conseguir logo o índice olímpico. A meta é fazer um planejamento cuidadoso para chegar nos Jogos do Rio em excelente forma. A partir do índice acho que dá para ficar com uma medalha aqui em Toronto, mas o decatlo é uma especialidade cheia de surpresas", comentou o atleta.



Os outros brasileiros que estreiam nesta quarta-feira 



Monica Araújo de Freitas e Ana Paula de Oliveira - salto em altura (final)
Geisa Coutinho, Joelma Sousa e Hugo Balduíno - 400 m (semifinais)
Cleiton Abrão e Lutimar Paes - 800 m (semifinais)
Mahau Suguimati e Hederson Estefani - 400 m com barreiras (semifinais)
Wagner Domingos e Allan Wolski - lançamento do martelo (final)

terça-feira, 21 de julho de 2015

A "aprendiz" Juliana comemora o ouro nos 5.000 m no PAN


21|07|2015 - 11:41 | João Pedro Nunes da Assessoria de Imprensa da CBAt
Toronto, Canadá - Juliana Paula dos Santos conquistou na manhã desta terça-feira (dia 21) a medalha de ouro nos 5.000 m dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá, no Estádio de Atletismo da York University. E ela comemorou muito a vitória logo na primeira prova do torneio de pista da competição. 

Motivos, claro, não faltaram. Além da vitória e de garantir o primeiro ouro do Atletismo neste PAN, Juliana ainda está aprendendo a correr os 5.000 m. Esta foi a segunda prova da distância da atleta paulista, de 33 anos, que sempre disputou os 800 e os 1.500 m. 

Por estar "aprendendo", não conhecia as adversárias e teve dúvidas de como agir durante a corrida. Resolveu seguir cegamente as orientações do técnico Adauto Domingues: acompanhar as primeiras e esperar os últimos 300 metros para tentar a vitória. Deu certo.

Ela venceu com o tempo 15:45.97, depois de ter completado a penúltima volta em terceiro lugar. Quando foi à frente, na última volta, ultrapassou, primeiro, a norte-americana Kellyn Taylor, que acabou com o bronze, com 15:52.78, e pouco antes da chegada deixou para trás a mexicana Brenda Flores, medalha de prata, com 15:47.19.
Fonte: CBAt

"Foi a prova da minha vida", gritou a corredora, que havia sido ouro nos 1.500 m no PAN do Rio, em 2007, assim que saiu da pista. "Estou bem treinada, mas tinha concorrentes fortes e a medalha de ouro era um sonho, felizmente alcançado."

Juliana, bronze nos 800 m do Mundial de Juvenis de Kingstom, em 2002, interrompeu a carreira, quando engravidou de Miguel, hoje com 4 anos, filho de seu casamento com o maratonista Marilson dos Santos. "O desafio de ser mãe, atleta e esposa de um corredor de alto nível é grande. Decidimos juntos que tentaríamos ser bons atletas, sem nunca deixar de ser bons pais. Foi duro embarcar em Guarulhos e deixar os dois no aeroporto. Foi realmente muito difícil", lembrou Juliana, que ainda está se acostumando novamente a viver numa delegação. "É um mundo que tinha ficado no passado."

A brasileira ainda vai disputar outra prova "nova" em sua vida no PAN: os 3.000 m com obstáculos (que também começou a correr este ano), na próxima sexta-feira. Aliás, é por esta especialidade que ela deve optar, depois de muitas conversas sobre o futuro com Marilson e Adauto, para buscar índice para os Jogos Olímpicos do Rio 2016. "Vou ter de escolher uma prova e focar. Gosto dos 1.500 m, fui bem nos 5.000 m, mas acho que devo ficar nos 3.000 m com obstáculos", completou.

A outra brasileira nos 5.000 m, Tatiele Roberta de Carvalho, terminou em décimo lugar, com 16:27.09. A medalha de Juliana foi a quarta do Brasil no Atletismo.

Jucilene, bronze - E a quinta medalha veio com Jucilene Sales de Lima, que levou o bronze no lançamento do dardo, com 60,42 m. Depois da quinta e penúltima tentativa, ela liderava a competição, mas acabou superada pela canadense Elizabeth Gleadle (62,83 m) e pela norte-americana Kara Winger (61,44 m). 

"O objetivo era uma medalha e estou muito feliz com o bronze", disse Jucilene, chorando. "Enfrentei adversárias fortes e cheguei perto da minha melhor marca. Agora é concentração total para o Mundial de Pequim", afirmou a paraibana, treinada por João Paulo Alves da Cunha. 

A também brasileira Laila Ferrer foi a quarta colocada na prova, com 58,19 m.

Salto com vara - Os brasileiros Thiago Braz e Fábio Gomes da Silva não conseguiram superar o sarrafo nas três tentativas que fizeram a 5,40 m na final do salto com vara. Thiago, segundo colocado no Ranking Mundial da IAAF, com 5,92 m, ficou visivelmente decepcionado. "Desculpem". Esta foi a primeira palavra do atleta no encontro com os jornalistas.

"Estou muito decepcionado. Queria algo melhor no meu primeiro PAN. Optei por começar em 5,40 m para não ter perigo de zerar e zerei. Na minha última competição na Europa, comecei com 5,60 m", disse Thiago. "Alguma coisa deu errada na minha técnica, infelizmente", concluiu.

Brasileiras classificadas - Nas eliminatórias dos 100 m, Ana Cláudia Lemos e Rosângela Santos avançaram para as semifinais desta quarta-feira. Ana Cláudia venceu a sua série, com 10.96 (vento de 4.0, acima do permitido), enquanto Rosângela ficou em segundo lugar na primeira série, com 11.08 (1.6). "A pista é ótima, o nível da competição forte e estou bem. Tudo a favor para conseguir grande resultado", comemorou Ana Cláudia, recordista sul-americana da prova com 11.01.

Nas eliminatórias dos 100 m masculino, Vitor Hugo dos Santos e José Carlos "Codó" Moreira não avançaram. Vitor ficou em sexto lugar, com 10.31 (1.9) e "Codó" queimou a largada.

Já nas semifinais dos 400 m com barreiras, Jailma Lima, incluída na prova só no Congresso Técnico desta segunda-feira, terminou em sexto lugar, com 58.72, ficando fora da final.

Na qualificação do salto em distância, Higor Alves passou para a final desta quarta-feira. Ele ficou em terceiro lugar no grupo A, com 7,86 m (vento de 3.0). Já Alexsandro de Melo foi eliminado ao terminar em sexto lugar no grupo B, com 7,51 m (2.2).

As emoções voltam no final da tarde desta terça-feira no Estádio Pan-Americano, quando os brasileiros disputam mais provas. As competições de Atletismo prosseguem até domingo, último dia da competição. Os 50 km marcha fecham a modalidade.

domingo, 19 de julho de 2015

Brasil conquista prata e bronze na marcha no PAN de Toronto


Toronto, Canadá - Em 64 anos de história dos Jogos Pan-Americanos, o Brasil havia conquistado duas medalhas na marcha atlética. Só neste domingo (dia 19), a equipe de Atletismo somou mais dois pódios em sua galeria. A pernambucana Érica Sena assegurou a medalha de prata e o brasiliense Caio Bonfim, a de bronze, nas provas dos 20 km, disputadas sob sol e calor, no Ontario Place West Channel, no Parque Pan-Americano de Toronto.

Fonte: CBAt
Este domingo marcou o segundo dia de competições do Atletismo, iniciadas no sábado (18), com a paulista Adriana Aparecida da Silva conquistando a medalha de prata na maratona, também na bonita região do Parque, às margens do Lago Ontário.

Tanto Erica quanto Caio comemoraram muito o pódio canadense. E por motivos que extrapolam a simples competição. Erica, por exemplo, pensou há duas semanas em desistir do PAN. Com gripe forte, não conseguia treinar e só queria ficar deitada em sua casa, em Cuenca, no Equador, onde mora.

"Fiquei realmente muito ruim e não tinha confiança nenhuma em competir aqui em Toronto. Quando voltei aos treinos e resolvi viajar, claro que o objetivo era o ouro, mas a prata foi um excelente resultado diante das circunstâncias", comentou a atleta de 30 anos, que completou as 10 voltas no circuito de 2 km em 1:30:03.

Erica escreveu o seu nome na história da competição ao se tornar a primeira brasileira a ganhar numa medalha na marcha. "Este é mais um motivo de orgulho e de recompensa pelo meu esforço", afirmou. "Não comecei bem a prova, estava desconfortável, com pouco de dor na canela. Aos poucos, entrei no ritmo. Não deu apenas para acompanhar a mexicana", completou Erica, referindo-se a Maria Gonzalez, campeã com 1:29:24, novo recorde pan-americano. A mexicana desmaiou após cruzar a linha de chegada e teve de ser levada a um hospital de ambulância. A equatoriana Paola Perez ficou com o bronze, com 1:31:53.

A outra brasileira na prova, a também pernambucana Cisiane Lopes, sentiu-se indisposta na prova, com problemas estomacais. Precisou até fazer uma parada, mas completou em 11º lugar, com 1:38:53. "Mesmo sem condições, fiz questão de terminar. Era questão de honra", disse.

Persistência - A medalha de bronze também teve um gosto especial para Caio por ter sido uma recompensa pela garra demonstrada na prova. Ele ficou em terceiro lugar pelo menos por 13 dos 20 km, mas acabou ultrapassado pelo guatemalteco Erick Barrondo no km 16. Vice-campeão olímpico em Londres, Barrondo chegou a ficar em segundo lugar, mas foi desclassificado pelos árbitros no último quilômetro.

"A competição foi muito sofrida. Minha estratégia foi acompanhar os líderes o tempo todo, mas os canadenses conseguiram manter um ritmo mais forte. Estou feliz porque dei tudo na prova e a medalha só foi garantida mesmo no final. Cheguei no limite", lembrou o marchador, que obteve o tempo de 1:24:43. "O sol castigou bastante e a sensação térmica no asfalto era maior do que os 26 graus registrados."

O Canadá ficou com o ouro e prata. Evan Dunfee foi o primeiro, com 1:23:06, e Iñaki Gomez, o segundo, com 1:24:25.

Erica, Cisiane e Caio estão qualificados para o Campeonato Mundial de Pequim, em agosto. Erica e Caio já garantiram também índice para os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Antes do Pan-Americano de Toronto, o Brasil havia conquistado uma medalha de prata, com Mario José dos Santos Junior, nos 50 km de Santo Domingo, em 2003, e uma de bronze, com Marcelo Moreira Palma, nos 20 km de Havana, em 1991.

Congresso Técnico - Esta segunda-feira (dia 20) é reservada para o Congresso Técnico das provas de pista e de campo, a partir das 16 horas locais (17 horas de Brasília) no Estádio Pan-Americano, na York University. O treinador-chefe Nélio Moura vai pleitear na reunião que Jaima Lima e Liliane Fernandes, inscritas inicialmente apenas no revezamento 4x400 m, sejam incluídas também nos 400 m com barreiras.

As competições começam nesta terça-feira na York, com nove finais previstas, sendo oito com a participação de brasileiros. O Programa-Horário a ser ratificado no Congresso Técnico prevê que a qualificação do salto em distância masculina abra oficialmente o evento, a partir das 10:05 (11:05 de Brasília).

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